SESC PINHEIROS RECEBE SONS DE SOBREVIVÊNCIA

SONS DE SOBREVIVÊNCIA NO SESC PINHEIROS COM BENJAMIN TAUBKIM, SIMONE SOU &
GUILHERME KASTRUP | PARTICIPAÇÕES DE MANOEL E FELIPE CORDEIRO

No dia 17 de fevereiro, sexta-feira, às 21h, no palco do Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, a dupla de percussionistas Soukast (Guilherme Kastrup e Simone Sou) reencontram o pianista, compositor e arranjador Benjamim Taubkin,  para show do disco lançado pelo trio em 2016, “Sons de Sobrevivência” – que mistura a percussão do Soukast apoiada nos ritmos da música tradicional brasileira e as harmonias e contracantos do pianista.

Para a ocasião, os músicos criadores do álbum convidam Manoel e Felipe Cordeiro (pai e filho), expoentes da música paraense. O intuito é ampliar ainda mais o universo sonoro construído pelo trio, abrindo diálogo com temas musicais do norte do país, como a guitarrada, e outros ritmos da América Latina, como a cumbia.

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Simone Sou - Benjamin Taubkin e Guilherme Kastrup - Sons de Sobrevivência

 

OUÇA A PLAYLIST QUE REÚNE SONS DE SOBREVIVÊNCIA E A DUPLA PARAENSE:

O DISCO

O álbum, lançado no Brasil e nos EUA em 2016 foi destaque na mídia internacional, sendo selecionado pela revista eletrônica inglesa The Ear – Hi-Fi Music Gear como um dos 8 melhores CDs de todo o mundo – dentre todos os estilos musicais. O trabalho recebeu ainda resenhas de renomados sites estrangeiros como World Music Report, All About Jazz e Jazz Weekly.

Benjamim Taubkin, Simone Sou, Guilherme Kastrup: Sounds of Life

Por: 

Um início estupendo, vivo: assim é a primeira música de Sons de Sobrevivência. Mais vivo, impossível. Pifaiada lembra um pouco Hermeto Pascoal, um pouco Egberto Gismonti. Mas, longe de qualquer especulação de que imitem esses dois grandes mestres da música instrumental brasileira. O que apresentam é um som muito original, a começar pela formação inusual: dois percussionistas e um pianista.

O duo de percussionistas tem um nome, por si, curioso. Simone, nascida Sousa, é “Sou”. Guilherme Kastrup, que por um momento confundo o sobrenome com uma das personagens capitais de Thomas Mann – Hans Castorp, de A Montanha Mágica – usa as quatro letras iniciais para compor o nome do duo: Soukast. “Sou” é a primeira pessoa do verbo ser; muito forte, assim como é a presença de Simone. A união resultante lembra dois outros objetos: a expressão “soul” e a banda Outkast, que é, na verdade, uma dupla, composta por André Lauren Benjamin e Antwan André Patton.

Mas essas ilações não têm nada a ver com o que é o “Soukast Taubkin”. Taubkin, não por acaso, é o sobrenome de Benjamin, junto com André Mehmari, maiorais do piano em São Paulo. E seu instrumento faz a diferença em Pfaiada, faixa de abertura. É o quente e o frio: o calor da percussão enérgica de Simone e Guilherme, também os autores desta música, com o piano “cabeça” de Benjamin. Gota d’Água começa quase sem percebermos. É a segunda faixa. O piano de Taubkin continua introspectivo, com um toque dramático tenso.

O Soukast surgiu assim, como é descrito por Guilherme: ““Do encontro entre duas almas atraídas pelos tambores nasceu o SOUKAST. Duo com a minha parceira Simone Sou. Dois “galego-dos-zoio-azul-e-pé-preto”, como ela mesma nos apelidou um dia! Tivemos como ponto de partida o desafio de fazer música somente com nossas percuterias e samplers. Criamos um repertório e um espetáculo, nos divertimos um bocado e passamos a convidar amigos pra passear e participar dessas paisagens sonoras.” Simples assim.

Simples também foi o início da parceria com Taubkin, assim descrito por ele: “Em 2010 recebi um convite pra tocar em um concerto com o SouKast – o duo do Gui com a Sou. Já havia curtido muito o duo ao vê-los em uma apresentação na Dinamarca. E sempre fui muito fã dos dois. Assim que foi com alegria que recebi este chamado. Fizemos esta apresentação em uma séria instrumental do Sesc. E aconteceu tudo da melhor forma. Tocamos peças ensaiadas e improvisamos. A minha participação desde o primeiro encontro, se deu criando em cima do que eles já haviam composto.Fui imaginando harmonias e melodias, sobre as peças por eles criadas e que soam muuuito bem só com o duo, como vocês podem ouvir no Tocador.”

OS MÚSICOS

os musicos

BENJAMIM TAUBKIN

A música brasileira e seu diálogo com as outras culturas vêm sendo o campo de atividade deste pianista, arranjador, compositor e produtor. Iniciou o estudo do piano aos 18 anos e logo passou a se dedicar integralmente a esta atividade. Participa como músico e/ou produtor em mais de 150 projetos. É responsável pelo projeto Núcleo Contemporâneo – gravadora, produtora e o centro cultural Casa do Núcleo, na cidade de São Paulo.

Desde 1997 iniciou diferentes projetos musicais como a Orquestra Popular de Câmara; o conjunto de choro, Moderna Tradição; o trabalho com o grupo de musica tradicional Abaçaí; o quarteto de jazz Trio + 1; e o coletivo América Contemporânea, que reúne músicos e repertório de países da América do Sul. Tem feito música colaborativa com músicos de diversos países como Marrocos, Coréia, África do Sul, Índia , Israel, Espanha e Colômbia e outros da América do Sul.

Tem se apresentado regularmente do piano solo à orquestra sinfônica em festivais e centros culturais no Brasil, America Latina, Canadá, Estados Unidos, e Europa, Oriente Médio. Realizou. Também, concertos e residências artísticas no Marrocos e na Coréia.

SIMONE SOU

Brasileira, residente na Holanda, Simone Sou é percussionista e baterista. Atualmente integra, junto a Guilherme Kastrup, o Soukast. Participou de muitas turnês ao redor do mundo. É responsável pela trilha sonora de “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, filme de Beto Brant. Lançou, em 2011, seu disco SIM ONE SOU. Simone gravou no CD “Estado de Poesia”, lançado, em 2015, por Chico César. Em 2016, a percussionista gravou no mais recente CD de Badi Assad, “Singular” e, no mesmo ano, Sou lançou seu álbum S.O.S Bras Beat; gravado na Holanda, o trabalho teve a participação de músicos holandeses de grande expressão e de várias outras nacionalidades.

GUILHERME KASTRUP

Já gravou discos e participou de turnês internacionais ao lado de Chico César, Ana Carolina, Gal Costa, Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Chico Lobo, Vanessa da Mata e do uruguaio Jorge Dexler. Desde 2005 é parceiro de Simone Sou no projeto Soukast. Além de percussionista, Guilherme Kastrup é também produtor e dentre suas mais importantes produções, destaca-se o álbum Um minutiiinho!, de Palavra Cantada e Amor e Outras Crônicas, de Badi Assad, e seu próprio álbum instrumental Kastrupismo. Produziu o álbum A Mulher do Fim do Mundo, de Elza Soares que, lançado em 2015, foi agraciado com o prêmio de Melhor Disco de Música Popular Brasileira no Grammy Latino, Melhor disco no Prêmio da Música Brasileira e APCA.
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Felipe cordeiro e Manoel Cordeiro participam do Sons de Sobrevivência

FELIPE CORDEIRO

Felipe Cordeiro funde a tropicalidade latino-americana, a guitarrada do Pará e música pop brasileira assinando um estilo particular no qual se conectam guitarra, beats e letras de canções. É um dos principais nomes da cena contemporânea do país. Os dois álbuns lançados, o Kitsch Pop Cult (2012) e Se Apaixone Pela Loucura do Seu Amor (2013), foram bastante elogiados pela crítica e queridos pelo público. Com Arnaldo Antunes, compôs Ela É Tarja Preta. Já a lambada Problema Seu foi eleita pela revista Rolling Stone Brasil a melhor canção de 2013. Gravou a música Virou, com a cantora Tulipa Ruiz. Em parceria com o pai Manoel Cordeiro, Felipe produziu o disco Do Tamanho Certo Para o Meu Sorriso, da cantora Fafá de Belém, eleito o melhor álbum popular no 27º Prêmio da Música Brasileira.

MANOEL CORDEIRO

Guitarrista, compositor e produtor, pioneiro da lambada e autor de sucessos cantados por inúmeros artistas do Norte e Nordeste – como Beto Barbosa e Roberta Miranda. Manoel Cordeiro também foi produtor da banda Warilou, sucesso também na década de 80. Em 2015 o músico saiu dos bastidores e lançou seu primeiro disco solo Manoel Cordeiro e Sonora Amazônia.

INFORMAÇÕES

Dia 17 de fevereiro de 2017. Sexta, às 21h
Local: Teatro Paulo Autran (1.010 lugares)
Duração: 90 minutos
Recomendação etária: acima de 10 anos
Ingressos: R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência); R$ 12,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
Ingressos à venda online, em www.sescsp.org.br, a partir de 7/2, às 16h30, e nas bilheterias das unidades do SescSP a partir de 8/2, às 17h30.
Venda limitada a quatro ingressos por pessoa

sons de sobrevivência no sesc pinheiros em fevereiro com benjamin taubkin, guilherme kastrup e simone sou

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