Músicos Guilherme Kastrup e Thiago Amud se destacam por desafiar a “normalidade”- Coluna do Juarez Fonseca (Zero Hora)

CLIPPING KASTRUP POR JUAREZ FONSECA

por Juarez Fonseca.

Uma das tantas coisas fascinantes na música é que, quando menos se espera, surge uma surpresa. Kastrupismo, primeiro álbum do percussionista, programador e compositor Guilherme Kastrup, e De Ponta a Ponta Tudo É Praia-Palma, segundo do compositor, cantor, violonista e arranjador Thiago Amud, ambos cariocas, se encaixam à perfeição no aforismo de Millôr Fernandes: “Nem tudo está perdido, algumas coisas ainda nem foram achadas”. Os dois foram lançados no final de 2013, mas, como só agora os ouvi, não acho justo deixá-los para trás – nem para eles, nem para o leitor que não os conhece. Fazem “música para ouvidos livres”, como Arnaldo Antunes definiu a criação de Kastrup.

Nome de referência como percussionista e explorador de instrumentos insólitos, Kastrup anota no currículo a participação em 120 discos de gente como Gal Costa, Adriana Calcanhotto, Chico César, Zé Miguel Wisnik e Jorge Drexler. Este primeiro trabalho autoral tem origem na brincadeira de cortar e colar sons em um programa de gravação digital, que ele descobriu fascinado, anos atrás. Seguiu por aí em outros equipamentos, e o disco talvez nem saísse sem seu atual MPC (Music Production Controller). Por exemplo, a primeira faixa, a alegre Vento Bom, resultou de percussões e violas gravadas para um CD do violeiro Chico Lobo, que foram sampleadas e re-tocadas pelo MPC. Outros músicos fizeram trompete, trombone, samples de cordas. E assim por diante. Cada faixa do disco tem uma história contada por Kastrup no encarte.

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