Guilherme Kastrup apresenta Kastrupismo + Discotecagem Convergente na Serralheria.

GUILHERME KASTRUP APRESENTA KASTRUPISMO + DISCOTECAGEM CONVERGENTE
GUILHERME KASTRUP APRESENTA KASTRUPISMO + DISCOTECAGEM CONVERGENTE

Sexta,11 de Outubro a partir das 22horas.
Local: Serralheria Espaço Cultural e Produtora
Endereço:Rua Guaicurus. 857 – LAPA.
Ingressos:R$20,00 (preferencialmente dinheiro)
Ingressos com desconto no httt://rockbee.com.br/serralheria

Programação:

ABERTURA 22H – PROJETO CONVERGENTE aka Guilherme Granado + Ricardo Pereira
SHOW 0H – GUILHERME KASTRUP – KASTRUPISMO + PROJEÇÕES RICA RAMOS

PROJETO CONVERGENTE por Rodrigo Brandão

Parceiros de longa data, tanto nos toca-discos (como integrantes da equipe Esparrela), quanto nos palcos (seja via Assembleia Rítmica de Pinheiros ou Bodes & Elefantes), e na vida (amizade desde as pistas de skate), a dupla agora propõe uma celebração que vai na contramão das relações frias pautadas pela Era Das Redes Sociais. Trata-se de uma discotecagem espiritual, onde o encontro e a conversa dançam de rosto colado, num ambiente que convida a troca verdadeira de energia e vivências. Nada de Sozinho Na Multidão, tampouco compromisso de ‘bombar a pista’. Alimentar a alma dos presentes é a principal intenção, mas eí, quando os quadris começam a balançar, deixa rolar que é sempre benvindo!

KASTRUPISMO por Arnaldo Antunes

Depois de anos contribuindo para o trabalho de outros artistas com seu talento de baterista, percussionista, programador e produtor; Guilherme Kastrup finalmente nos apresenta seu primeiro trabalho autoral — instrumental com pegada de canção, experimental mas saborosamente pop; música para ouvidos livres.
Construído com muitas edições, sequências, samples e programações, mas a partir de sons gravados (a maioria deles acústicos), Kastrupismo não soa como um disco eletrônico. Flui organicamente, entre riffs e ruídos, assobios e sopros, cordas e tambores. A estética da colagem lhe dá um caráter original que, conjugado à musicalidade espontânea dos fraseados e batuques, consegue nos embalar e surpreender a cada compasso.
A faixa Tá Maluco, Rapaz é um exemplo incrível de ousadia e inventividade, sobrepondo a gravação de um depoimento de Cartola a uma levada de samba meio entortado (que lembra Tom Zé), num procedimento semelhante ao usado por Brian Eno e David Byrne em My Life In the Bush of Ghosts, enquanto responde também, por outro caminho, às questões de Luiz Tatit sobre as inflexões da fala como princípio da canção.
A elegância das combinações instrumentais; as profundidades das mixagens; a sofisticação rítmica; a liberdade no cruzamento de gêneros; a riqueza de detalhes, dinâmicas, timbres — tudo se combina aqui para apresentar um disco original e envolvente, que dá vontade de escutar muitas e muitas vezes. Trilha para o filme da vida.

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Estética da colagem – O nome do álbum refere-se à maneira única e original de Kastrup fazer música. O Kastrupismo é uma brincadeira de cortar e colar que faz parte da vida do músico desde que adquiriu seu primeiro programa de gravação digital e o primeiro sampler. “A possibilidade de recortar, transformar e reorganizar os áudios me encanta”, revela Kastrup.
Como de ponto de partida, um método de criação, denominado por ele de “reciclagem de áudios” – aproveitamento, manipulação e colagens de sons e ideias. Algumas composições do disco partiram de percussões gravadas para uma canção que, isoladas do contexto, tinham força própria. Outras, surgiram de poemas concretos, trechos de músicas e até de uma entrevista do Cartola, em que as palavras viraram jogos de sons. “Eu tinha a base e então, os amigos músicos vieram improvisar, acrescentando novos elementos que completaram o discurso”.
“Kastrupismo revela, enfim, as muitas facetas de Kastrup: o percussionista visceral, o pesquisador de novos e tradicionais ritmos brasileiros, o produtor que organiza e lapida rascunhos, o compositor de texturas sonoras oníricas e o músico generoso e articulador de encontros que proporcionou as excelentes participações de Benjamim Taubkin , Edgard Scandurra, Kiko Dinucci , Ricardo Herz e Zé Pitoco entre outros.”

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As projeções ficam por conta do ilustrador Rica Ramos que há algum tempo pesquisa ferramentas, softwares e outras gambiarras tecnológicas ligadas ao desenho. Construiu sua tag tool há um ano, permitindo o desenvolvimento de desenho improvisado e feito de forma rápida – a chamada speed paint – que pode ser usada em diversas situações como no improviso do jazz, onde o tema liberta a criatividade efêmera.