Achados & Perdidos: Guilherme Kastrup

gui soul art

por Vinícius Feder.

Começando mais um ano que promete bons frutos para a música brasileira, a primeira edição dos Achados & Perdidos de 2014 é cheia de experimentalismo, originalidade e muita ginga! Com percuterias que vão desde tambores africanos, berimbau, pandeiro e outras parafernalhas como pratos amassados, tubos de PVC e até samples de MPC, o percussionista Guilherme Kastrup nos brinda com doses homeopáticas de boa música com seu trabalho autoral denominado Kastrupismo.

Como nota introdutória a esse músico de muitas facetas que já trabalhou ao lado de artistas como Chico César, Arnaldo Antunes, Adriana Calcanhoto, Vanessa da Mata, entre outros, o que chama atenção na obra de Kastrup é o modo como combina diferentes sons a partir de outras músicas gravadas por ele, dando ao disco uma estética de colagem musical com diferentes texturas e intensidades.

Seja desconstruindo canções como O Corpo de Arnaldo Antunes, seja reutilizando levadas de pandeiro ou se utilizando de samples como na faixa Tá maluco, Rapaz, em que a partir de uma entrevista do Cartola no programa Ensaio da TV Cultura, onde o sambista fala sobre a primeira tentativa de compra de um de seus sambas, o fio condutor da obra de Guilherme Kastrup é o principio da reciclagem de áudios a fim de reutilizá-los em recortes e colagens de sons e ideias. Nas concretas palavras de Arnaldo Antunes:

Para ler a matéria na íntegra acesse: http://soulart.org/musica/achados-perdidos-guilherme-kastrup/